Senhor Jesus! Outorgaste-nos a inteligência, a fim de que pudéssemos entender a grandeza da vida e avançar no rumo da Verdade. Concedeste-nos a visão, de modo a nos deslumbrarmos ante a grandeza da Criação. Facultaste-nos a voz, para que a melodia vibrante nos ensejasse intercâmbio e as maviosas combinações musicais cantassem em nossa garganta. Doaste-nos os ouvidos com os quais participamos dos murmúrios e das canções vivas da Natureza, para que entesourássemos belezas. Enriqueceste-nos com as mãos, a fim de que se transformassem em estrelas após o trabalho edificante e redentor. Favoreceste-nos com os pés humildes e submissos que servem de veículos para a glória da locomoção. Multiplicaste os sentimentos em nosso mundo íntimo, de forma que a caridade suplantasse todos os outros e o amor lhe constituísse a seiva de manutenção, libertando-nos do egoísmo e da impiedade. Legaste-nos o livro espírita, a fim de que em hora alguma estivéssemos sem o valioso auxiliar para compreender a razão da existência, os percalços das lutas, as necessárias provações, e pudéssemos converter os tesouros transitórios do mundo em fortunas indestrutíveis da imortalidade. Nele, Senhor, perpassam as Tuas lições superiores e eternas quais gemas de rara beleza que insculpem em nossos espíritos as claridades libertadoras que nos apontam rumos felizes. Depositário das belezas que se refletem de Mais Alto, é o companheiro abençoado da soledade e o mestre discreto sempre às ordens para ajudar. Agradecendo-Te todas as doações com que nos armaste para a vitória sobre nós mesmos, reconhecemos que no livro espírita encontramos pão de vida e a água lustral para a total manutenção em nossa reencarnação salvadora. Por tudo, louvado sejas sempre, Senhor! --- Fim ---
Joanna de Ângelis (psicografia: Divaldo P. Franco) — Celeiro de Bênçãos