O delinquente primário, diante das leis humanas, não raro, tem o direito de responder ao processo em clima de liberdade e, mesmo quando condenado, faz jus a vários recursos que lhe amenizam a pena. O criminoso renitente, pela circunstância da conduta, encontra-se incurso nas penalidades severas e experimentará o isolamento em educandários de segurança, não fruindo de maior consideração... Assim também ocorre com o Espírito. Quando os seus erros e delitos são de pequena monta, reencarna-se sob provações reparadoras, enfrentando as disciplinas que o reeducarão, para depois gozar de paz e de liberdade. Os calcitrantes e empedernidos, os refratários ao amor e os que se arrojaram aos despenhadeiros do suicídio, do homicídio, recomeçam, na Terra, encarcerados nas expiações lenificadoras...
A provação é oportunidade para o Espírito renovar-se. A expiação constitui-lhe corretivo severo. Provado, o Espírito se sente estimulado a conquistas novas, enquanto resgata os débitos anteriores. Expiando, recupera-se e aprende, sem outra alternativa, enjaulado no processo de depuração. A provação é solicitada. A expiação é imposta. Na primeira, há liberdade de ação; na segunda, desaparece a livre opção, ante o impositivo estabelecido.
Sob prova ou expiação, estás colocado no dispositivo da evolução de que necessitas e que é melhor para o teu progresso. Aplica a razão e o sentimento lúcidos nesse programa evolutivo e Ergu-te, da posição em que te encontres, alcançando o triunfo da tua reencarnação.
Joanna de Ângelis (psicografia: Divaldo P. Franco) — Episódios Diários