1. Recursos
  2. Poesias
  3. Cartas do Evangelho
  4. Carta aos Investigadores do Espiritismo

Carta aos Investigadores do Espiritismo

Meu irmão, guarda a certeza

De que a mundana ciência

É muito, mas não é tudo

Na paz de nossa existência.

Mormente se já tiveste

A nossa expressão de amor,

Coloca a fé sobre tudo

Na tua vida interior.

Tua razão inda é humana,

Falível e pequenina...

A fé, porém, é um clarão

Da Consciência Divina.

Muita pompa de palavras,

Muita terminologia,

Complicam muito no mundo

A nossa filosofia.

O grande cientificismo

De alma pobre e presunçosa

Transforma os nossos princípios

Em confusão palavrosa.

A lição do Espiritismo

É um grande manancial,

Onde as águas da Verdade

São claras como o cristal.

Tudo é simples, tudo é puro

Nessa fonte de harmonia.

Muita tese complicada

É o que gera a fantasia.

O método mais sublime

De toda doutrinação

É aquele que acende a luz

Do altar de teu coração.

Ciência nunca faltou

Na marcha da Humanidade,

Mas, sempre minguou na Terra

O grande bem da humildade.

Modernamente, a ciência

Tem seu magro esplendor.

Tem-se tudo e o mundo marcha

Para a guerra e para a dor.

Por vezes, no mar das lutas,

A razão vai na maré

Se em seu roteiro de estudos

Não tem o farol da fé.

Não se deve desprezar

Os bens do racionalismo,

Mas, nunca olvides a fé

No labor do Espiritismo.

Com teus pesos e medidas

Tu podes hoje ser forte,

Somente a fé, todavia,

Nos esclarece na morte.

Não te esqueças, meu amigo

Nossa comunicação

Constitui a renascença

Do pensamento cristão.

Fonte: Cartas do Evangelho